“Viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e lhe chamou Sete.” (Gênesis 5:3)
O homem feito à imagem e semelhança de Deus, agora corrompido, tem um filho à sua imagem e semelhança. O pecado, desde sua raiz até suas consequências estava aglutinado a essência do homem, tornando-se como parte de seu DNA, fadado a ser passado as gerações futuras.
A gravidade pode ser notada na geração seguinte, o primeiro assassinato da história acontece entre irmãos por inveja (Gênesis 4:1-12), mostrando claramente a frieza e escuridão que o curso da história seguiria a partir de então, guiada por ego, cobiça, ganância e luxúria.
Cito abaixo quatro consequências do pecado que encontramos na Bíblia:
- O pecado despertou a ira de Deus: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detém a verdade pela injustiça; porquanto, o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim como o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis.” (Romanos 1:18-20).
- O pecado condenou o homem à morte: “Então, disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente. O Senhor Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden.” (Gênesis 3:22-23). Comer o fruto não provocou uma morte instantânea, mas o homem já não era mais eterno, seu corpo agora estava sujeito às dificuldades do labor, enfermidades, envelhecimento e por fim a morte. “Porque o salário do pecado é a morte (…).” (Romanos 6:23). Não apenas a morte material, mas também a espiritual: “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.” (Apocalipse 21:8).
- O pecado escravizou o homem: “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado.” (João 8:34). A ideia de liberdade que Adão e Eva poderiam ter ao comerem do fruto proibido e conhecerem o bem e o mal, na verdade resultou em escravidão, eles eram refém dos impulsos da carne, da cobiça, da impureza, da instabilidade dos sentimentos da alma e o espírito deles estava como adormecido, incapaz de subjugar os desejos carnais. “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado. Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o bem que prefiro, e sim o que detesto. (…) Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. (…) Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:14-15, 18, 24).
- O pecado afastou o homem de Deus: Deus não compactua com pecado, Ele em sua santidade não podia mais estar ali ao lado do homem em trevas, foi estabelecido sacrifícios para remissão dos pecados, mas não resolvia a raiz do problema, o homem agora era mal, sua natureza era má. O homem é expulso do jardim, “O Senhor Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado. E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida.” (Gênesis 3:23-24).
A Bíblia também nos conta que Lameque, sexta geração de Caim, matou um homem porque o havia ferido e outro homem porque o havia pisado (Gênesis 4:23) e que, cerca de 1.500 anos após a queda, “a terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência.” (Gênesis 6:11), havia uma profunda tristeza no coração de Deus pela sua criação (Gênesis 6:5-6), mas Ele não desistiu do seu propósito, Deus tinha um plano em mente para restaurar sua família.
