“E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça.” (Gênesis 5:6)

Dois mil anos de história iniciados na criação, passando pela queda e da multiplicação da raça humana, bem como seu pecado e ofensa contra seu Criador foram enterrados pelas águas do dilúvio, restando as histórias dos antepassados que que chegavam a viver por quase um milênio, os cacos de barro e cerâmica desenterrados pela arqueologia depois da camada de 3m de limo próximo a região de Bagdá do início do século XX e, principalmente, a palavra que Deus inspirou a Moisés para que escrevesse o Pentateuco – cinco livros cheios de riqueza espiritual e histórica, testificando com as descobertas até hoje realizadas.

A reconstrução de uma sociedade, que agora tinha no arco-íris a marca de uma aliança com Deus, começa com a família de Noé. Canaã, filhou de Cam é maldito após seu pai trazer seus irmãos para ver a nudez e embriaguês do avô Noé, entre sua descendência estão os cananeus, as cidades de Sodoma e Gomorra, Ninrode, poderoso guerreiro que fundou a Babilônia, e os primeiros povos do norte da África. Sem e Jafé são abençoados após cobrirem a nudez de seu pai com os rostos virados, suas descendências se espalham pela Ásia. Ali na Mesopotâmia é iniciada a construção da Torre de Babel, “O Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo. E disse o Senhor: ‘Eles são um só povo e falam uma só língua, e começaram a construir isso. Em breve nada poderá impedir o que planejam fazer. Venham, desçamos e confundamos a língua que falam, para que não entendam mais uns aos outros.’” (Gênesis 11:5-7). Ali também viveu um homem justo, chamado Jó, cuja história mostra sua integridade, sua provação, seu auto-conhecimento, revelado por Deus seu coração altivo, seu encontro magnífico com Deus em que, arrependido, afirma que “eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem.” (Jó 42:5), e sua completa restauração.

Deus cumpre sua aliança participando ativamente da história. Como Isaías sabiamente afirma que “assim diz o Alto e Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos.” (Isaías 57:15). Embora muitos homens ainda insistiam em inclinar seus livres-arbítrios para o mal, Deus encontrava corações quebrantados para se revelar, como o de Abraão, 9ª geração de Sem, de onde viria o povo de Israel. Mesmo distanciado pelas gerações, Sem esteve vivo durante todos os 175 anos de Abraão, durante 110 anos de vida de Isaque e durante 50 anos de vida de Jacó. Em sua fé simples, a resposta de Abraão talvez tenha sido a mais pura, permitindo que Deus o colocasse como patriarca de seu povo, multiplicando sobremaneira a geração de um homem e sua mulher Sara, que era estéril, de forma que neles fossem benditas todas as famílias da terra (Gênesis 12:3).