Gn 21 – 23

Gn 22: 10 – “…e, estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho.”

O propósito de Deus quando criou o homem era ter uma família de muitos filhos semelhantes a Ele. Quando o pecado entra no mundo por Adão, passa a ser impossível que o homem seja como Deus, pois o pecado afetou a natureza do homem, de forma que ele se tornou condenado à morte, escravo do pecado, nos afastando de Deus e despertando sua ira. Deus então estabelece aliança com Noé e depois com Abraão já pensando na solução para seu plano perfeito.

Ora, Deus havia dado o livre arbítrio ao homem e sempre teve expectativa de que sua criação escolhesse estar debaixo da sua vontade. Por mais poderoso que Ele seja, Deus sempre se agradou de trabalhar em parceria com o homem (além do exemplo de Abraão, Adão era responsável em decidir o nome de todos os animais da Terra e Noé foi usado para preservar a descendência do homem quando Deus enviou o dilúvio) e às vezes deixou de fazer o que gostaria por não ter ninguém que se dispusesse a fazer sua vontade (Ez 22: 30, 31 – Deus não queria destruir aquela terra, mas destruiu). Deus já estava planejando a vinda de Jesus Cristo e estava preparando o caminho para que Ele viesse.

Por Abraão se dispor a obedecer ao Senhor, Deus estabelece com ele sua aliança para que da sua descendência viesse Jesus. Mas Deus também sabia que Jesus deveria morrer por todos os pecados, tornando-se o cordeiro que seria sacrificado pela culpa do homem. Quando Deus manda Abraão oferecer seu filho em sacrifício, Ele não só provou o seu caráter. Mas por Abraão não contestar a vontade de Deus e obedecê-lo prontamente, Deus então sabia que poderia sacrificar seu filho, pois essa decisão foi também feita em parceria com o homem, através de Abraão.