Depois do pecado ter entrado na raça humana como seria possível restituir a comunhão do homem com Deus? Adão havia sido criado à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1: 26), mas depois que pecou, seu filho Sete nasceu à imagem e semelhança de Adão (Gênesis 5: 3). A condenação e escravidão do pecado havia sido passado às gerações e o homem já não podia mais ter livre acesso ao Pai. Em toda história observamos Deus exercendo misericórdia para com seu povo, mas estava claro que homem nenhum seria capaz de resgatar o propósito eterno de Deus: ter uma família e muitos filhos semelhantes a Ele.

Então Jesus, o Verbo eterno, aquele que existia desde o princípio, cujas coisas que não existiam passaram a existir (João 1:  1-3), Jesus se fez carne e habitou entre nós (João 1: 14), se esvaziando de toda a sabedoria, de toda a forma de Deus (Filipenses 2: 5- 8), viveu uma vida perfeita e irrepreensível (I Pedro 2: 22) para que ele se tornasse o sacrifício perfeito e pelo seu sangue pudéssemos encontrar o caminho de acesso ao Pai.

“Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo os coração purificados de má consciência e lavado o corpo com água pura.” (Hebreus 10: 19 – 22)

A motivação de Jesus sempre foi satisfazer a vontade de Deus e sua missão foi um sucesso. Jesus é o novo e vivo caminho de acesso a Deus. Ele é a base de nossa comunhão e só através dele podemos nos aproximar do Pai. Dessa forma hoje podemos ter um relacionamento sincero com Deus (João 4: 23), entendendo que Ele conhece nosso coração e não há o que esconder dEle. Devemos chegar ao Pai com o coração contrito, quebrantado, reconhecendo nossa pequenez e louvando sua grandeza. Glória a Deus por nos inserir de novo no propósito eterno de Deus.