“Disse Deus: Este é o sinal da minha aliança que faço entre mim e vós e entre todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gerações: porei nas nuvens o meu arco; será por sinal da aliança entre mim e a terra. Sucederá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e nelas aparecer o arco, então, me lembrarei da minha aliança, firmada entre mim e vós e todos os seres viventes de toda carne.” (Gênesis 9:12-15)

Diante de uma geração corrupta, “Noé achou graça diante do Senhor” (Gênesis 6:8). Deus compartilha com Noé seus planos e o contempla com um belo projeto detalhado de uma arca, que leva cerca de 100 anos para ser construída com seus aproximadamente 133m de comprimento, 22m de largura e 13m de altura, tinha um volume aproximado de 38.000 m³, uma capacidade maior que 500 vagões de um trem, bastante espaço para receber sua família e as espécies de animais.

Esta história narrada na Bíblia também é conhecida de outros povos primitivos. O livro E A Bíblia Tinha Razão de Werner Keller compila dados históricos que testificam a veracidade das escrituras, até mesmo para um evento desta magnitude ocorrido há tantos anos:

“Nos povos de todas as raças existem diferentes tradições de uma inundação imensa e catastrófica. Os gregos contavam a lenda do dilúvio de Deucalião; já muito antes de Colombo, corriam entre os primitivos habitantes do continente americano numerosas histórias a respeito de uma grande inundação. Na Austrália, na Índia, na Polinésia, no Tibet, em Caxemira, na Lituânia, há histórias de uma grande inundação que vem sendo transmitida de geração a geração até nossos dias. Serão todas mitos, lendas, produtos da imaginação?”

Ora, os relatos bíblicos foram escritos por Moisés, a história do dilúvio também era bem conhecida do povo de Israel, afinal Sem (filho de Noé) estava vivo quando Abraão, Isaque e Jacó nasceram. Moisés foi um homem que andou com Deus e escreveu inspirado por Deus aquilo que ele já conhecia da história, aquilo que ele viveu da história e as coisas que ele não sabia, mas Deus o revelou.

O mesmo livro citado acima também conta como no início do século XX, nas regiões próximas de Bagdá, mas precisamente em Tell al Muqayyar começaram a desvendar mistérios de uma das civilizações mais antigas conhecidas: o povo sumério. A expedição dirigida por Sir Charles Leonard Woolley desenterrou a cidade de Ur dos Caldeus, onde viveu Abraão. Quanto mais escavavam, chegavam a camadas mais profundas que apontavam civilizações mais antigas e primitivas. Quando acreditaram que as escavações haviam chegado ao fim, encontraram uma camada improvável de limo numa região de deserto. Eles descartaram a hipótese de um aluvião do Eufrates, pois o ponto em que se encontravam era muitos metros acima. Depois de escavarem três metros de limo, encontraram novamente terra seca com vestígios de civilizações mais antigas – embora cientificamente não tenha como relacionar ao grande dilúvio, despertou a curiosidade de muitos até pela datação desta camada ser próxima ao dilúvio bíblico.

O livro também menciona outras expedições nas ruínas da Biblioteca de Nínive, construída pelo Rei Assurbanipal no século VII a.C.:

“…viera a luz uma antiquíssima e misteriosa narrativa: uma epopeia de trezentas estrofes, gravada em doze maciças tabuinhas de barro, cantando as aventuras maravilhosas do lendário Rei Gilgamesh. O texto era assombroso: Gilgamesh falava, exatamente como a Bíblia, sobre um homem que viveu antes e depois de uma gigantesca catástrofe das águas.”

A Bíblia em sua precisão histórica sempre guiou achados arqueológicos e descobertas científicas. Mas o ponto principal do dilúvio é a aliança de Deus com o homem. O Deus que traz juizo sobre o pecado e manifesta misericórdia. O Deus que se entristece com a iniquidade e se regozija na santidade. O Deus que é todo poderoso, tinha poder para destruir tudo, mas não desistiu do seu propósito: poupou uma família, se aliançou com eles e tem sido fiel, nunca falhou em seu compromisso, jamais negou sua palavra. O único Deus determina um novo começo na história, no tempo, nos dias, com a marca do arco-írias, a marca da sua aliança com o homem.